Ajoelhei-me diante do arcanjo e supliquei por sua espada,
O golpe veio, feriu, matou, libertou...
Retornei fora de mim, com o grito solto de uma voz que já não se ouvia,
e parei defronte do altar erguido em louvor à uma pureza quimérica, e orei pela última vez.
Terminada a oração, enxugadas as lágrimas que não vieram, era o tempo de acabar
com o tempo da beatificação.
Pedi perdão e permissão à Deus, ergui a clava, veio o golpe, peractum.
Nada resta além de humanidade.
Vitiis nemo sine nascitur.
Levantei-me, tirei a poeira, sorri.
Deixei de lado a antiga máxima, o que era velho,
e abri os braços para o novo:
É hora de esquecer o ditado, Vanitas vanitatum, et omnia vanitas,
Não existe culpa, existem diferenças.
Não existe errado, existe humanidade.
Vincere cor proprium plus est quam vincere mundum.
Aprendi a voar.
Recife, 20.09.13
:)
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
domingo, 16 de junho de 2013
Espelho
Fecha os olhos e pula.
Abre as asas e voa pra longe,
É hora de deixar de se esconder,
É hora de viver.
A pressa bateu tua porta,
Se esconde, tudo tem sua hora.
Não se adianta, vai com calma,
se joga com calma.
Respira fundo, olha nos olhos do tempo,
sente o vento de abraçar,
enxerga a vida diante de ti,
e vai de encontro ao amanhã,
um salto de cada vez.
Fecha os olhos e pula.
Abre as asas e voa pra longe,
É hora de deixar de se esconder,
É hora de viver.
A pressa bateu tua porta,
Se esconde, tudo tem sua hora.
Não se adianta, vai com calma,
se joga com calma.
Respira fundo, olha nos olhos do tempo,
sente o vento de abraçar,
enxerga a vida diante de ti,
e vai de encontro ao amanhã,
um salto de cada vez.
Fecha os olhos e pula.
Verde, Gustavo
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