quinta-feira, 30 de maio de 2013

Não Suicide



Solta a poesia que está presa feito grito na garganta,
se mostra, não nega a essência do teu ser.
Não adianta sufocar o que te pede cada sonho,
não adianta assassinar, não se mata o que não se toca,
não suicide.

Sintetiza, expurga, expulsa, vomita, exala, grita, cospe, não maltrata,
não esconde o teu grito, não foge do que tu és.

Aceita a benção, aceita a sina, agradece o teu fardo, a poesia que te fere, ilumina.
Levanta olhos, mesmo inundados, canta o teu pranto,
não esconde a dor do mundo, não finge, não renega.

Abre o teu peito e mostra as feridas,
Abre teus ouvidos e escuta o sussurrar,
recebe de braços abertos à poesia que te mata,
abraça e dorme junto daquela que te faz acordar.

Verde, Gustavo

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Inquietação


Eu que já senti envaidecido
todos os poros do meu corpo,
num ímpeto quase louco de lucidez
me debrucei em um pranto tão vão,
me senti vazio, vazio.
Onde estava naquele instante
tudo aquilo que eu julgava ter?
Onde estava naquele instante
tudo aquilo que eu julgava ser?
Procurei ao meu redor e vi que aquilo
em que eu me apoiava, me deixou ainda pior,
trouxe à tona todos os meus medos e
levou todos que sorriam ao meu redor.




Verde, Gustavo






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A música e a poesia sempre fizeram parte da minha vida e
talvez elas saibam mais de mim do que eu mesmo sei.
A inquietação sempre foi minha companheira.